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A História do Código de Barras

O código de barras faz parte do nosso cotidiano, mas você já parou para pensar como seria nossa vida sem ele? Difícil não é mesmo? Contaremos aqui um pouco dessa ideia maluca que revolucionou a forma de identificação e comercialização de produtos e que tanto facilita as nossas vidas.

Esse sistema de código de barras foi criado em 1948 devido à necessidade de evitar tanta recontagem e etiquetagem de mercadorias, decorrente disso, o presidente de uma cadeia de supermercados pedia ao diretor do Instituto de Tecnologia Drexel na Filadélfia, Estados Unidos, que inventasse algo capaz de contabilizar automaticamente quanto de cada mercadoria entravam e saiam de uma loja. A conversa de corredor foi ouvida pelo estudante de graduação Bernard Silver, que contou tudo ao amigo Norman Joseph Woodland sobre o caso. Woodland ficou pirado pela ideia, largou o instituto e foi morar com seu avô na Flórida, para se dedicar integralmente a criar o tal sistema. Após alguns meses de trabalho, Woodland teve a ideia de fazer um código de barras semelhante ao que é utilizado hoje e a apresentou a Silver. Os dois começaram a trabalhar em uma patente e no dia 20 de outubro de 1949 fizeram o pedido de patenteamento. Mas o primeiro código de barras não parecia visualmente em nada com o que conhecemos hoje, era uma coleção de círculos concêntricos que se assemelhava com um alvo, por isso foi “apelidado” de Bull’s Eye (algo como “na mosca”).

Três anos depois, Silver e Woodland construíram o primeiro leitor de código de barras. Ele tinha o tamanho de uma cadeira e precisava ser enrolado em um pano preto para evitar que a luz do ambiente estragasse a brincadeira. Na época, Woodland trabalhava na IBM e a empresa se ofereceu várias vezes para comprar a patente, mas a dupla resistiu. Em 1962, a Philco ofereceu um valor irrecusável e eles venderam a ideia. Depois, a Philco revendeu a patente para a RCA, que se juntou a várias indústrias para estabelecer regras para o desenvolvimento do código. No ano seguinte a RCA fez a primeira demonstração pública de seu “no alvo”, mas o sistema tinha problemas na leitura; a IBM, que tinha em sua equipe Woodland, resolveu tentar desenvolver um novo sistema. Aí nasceu o código de barras que conhecemos hoje, com as linhas verticais, chamado Código de Produto Universal. No dia 26 de junho de 1974, às 8h01, o código de barras de uma caixa de chicletes foi escaneado pela primeira vez em um supermercado da cadeia americana Marshs em Troy, Ohio. A caixa pode ser vista até hoje, no Museu Nacional de História Americana de Washington.

No Brasil, o Código Nacional de Produtos (código de barras) foi introduzido formalmente em 29 de novembro de 1984.

Hoje em dia os códigos de barras são utilizados para representar uma numeração (identificação) atribuída a produtos, unidades logísticas, localizações, ativos fixos e retornáveis, documentos, contêineres, cargas e serviços facilitando a captura de dados através de leitores de código de barras (scanners) e coletores de código de barras, propiciando a automação de processos trazendo eficiência, maior controle e confiabilidade para a empresa.


A Evolução

No ano de 1994, o QR code foi criado pela empresa japonesa, Denso-Wave, trazendo um diferencial nos códigos de barras tradicionais, que antes podiam apenas inserir números e tinham o limite de 20 caracteres. O QR Code (código de resposta rápida) é um código bidimensional (2D), podendo inserir qualquer tipo de informação codificada, tanto números como letras. Outra vantagem consiste em poder “ser lido” diretamente por câmeras de celular e interpretado pelos programas desenvolvidos pelo fabricante, não sendo necessário um leitor apropriado como o código de barras anterior.

Os códigos de barras 2D permitem que através de leitores e até mesmo da câmera de vídeo de seu celular seja possível visualizar o código e seja apresentado dados daquele produto, que podem ser informações, características ou até mesmo a história da empresa dona do produto.

A transformação tecnológica permitiu o armazenamento de mais informações através dos códigos 2D, possibilitando projetar objetos virtuais em filmagens do mundo real, melhorando as informações exibidas, ampliando as fronteiras da interatividade e possibilitando a utilização e a criação de novos veículos para o mercado.

 

Referências:
https://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3digo_de_barras
http://gizmodo.uol.com.br/a-historia-nao-contada-da-origem-dos-codigos-de-barras/
https://www.tecmundo.com.br/imagem/1995-o-que-sao-os-qr-codes-.htm

Compex Tecnologia

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2 Comments

    • Olá Reinaldo!

      Entraremos em contato contigo por e-mail para entender a sua necessidade, obrigado!

      Abraços,

      Compex Tecnologia

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