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5 Gargalos do varejo e atacado hoje — e como evitá-los

No exercício de pensar varejo e atacado como segmentos de mercado pilares na economia brasileira, a busca por sanar os desafios têm sido grandes para os empresários da área. Neste artigo, vamos chamar esses desafios de ‘gargalos do varejo e atacado’.

A ideia é apontar os principais gargalos que precisam ser identificados para, a partir disso, buscarmos respostas, traçar planos de ação e solucioná-los a fim de seguir crescendo num cenário em que a concorrência não para de crescer e os clientes estão cada vez mais exigentes.

Continue lendo para entender!

1. Produtividade

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) apontou recentemente que os pequenos empreendimentos, que compõem a maior parte da malha do varejo nacional, hoje produzem 49,3% a menos que a média de todo o setor.

Há questões relacionadas à infraestrutura, à resistência da inserção da tecnologia e até à gestão ineficiente de pessoas envolvidas nisso. O desafio dos empresários do setor é fazer com que os trabalhadores produzam mais e em menos tempo, adequando-se sempre à legislação trabalhista, mas também promovendo ajustes nos processos e tornando a gestão mais inteligente.

— Veja algumas formas de lidar com este problema aqui: Como aumentar a produtividade dos funcionários no varejo.

2. Custos trabalhistas

Diante das discussões acerca das reformas trabalhistas que o Governo Federal tenta emplacar, milhares de varejistas e atacadistas se veem entre a responsabilidade social e a competitividade de suas empresas.

O gargalo se dá justamente porque o horizonte da competição com mercados como a China, que tem um baixo custo de mão-de-obra, parece não ter fim. Manter a qualidade dos produtos e serviços e, ao mesmo tempo, lidar com a oferta cada dia maior de opções estrangeiras via e-commerce tem sido um dilema.

Promover ajustes processuais e investir em capacitação para melhorar a produtividade sem ter a necessidade de aumentar a equipe é uma das formas de driblar este gargalo. A tecnologia, cada dia mais acessível e fácil de implementar, também pode ser muito útil.

3. Experiência do consumidor

Nos últimos tempos, a preocupação com o crescimento da inadimplência por conta da crise econômica que o Brasil está vivendo, entre outras questões, trouxe à tona as discussões sobre a experiência do consumidor. Nunca se falou tanto em elevar as interações com o cliente a um patamar superior como se fala hoje.

Para termos uma ideia da dimensão dessa questão, podemos olhar para o que diz uma pesquisa realizada pela revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios: 61% dos brasileiros acreditam que o bom atendimento é mais determinante do que o preço e a qualidade dos produtos para a decisão de compra.

Mas, atenção: atendimento é só a ponta do iceberg. É preciso pensar a experiência do consumidor como algo ainda mais profundo, perpassando desde a comunicação até a logística, uma vez que, de ponta a ponta, a forma com que as empresas entregam soluções para sua clientela é justamente a construção da satisfação.

4. Quebras operacionais e desperdícios

Entre os gargalos do varejo e atacado, as quebras operacionais também têm um lugar destacado no Brasil.

Se olharmos para os supermercados, como exemplo, vemos que, de acordo com a Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), elas estão entre as principais causas de prejuízos financeiros — 36,9% das perdas financeiras no varejo nacional estão diretamente às quebras operacionais.

As baixa nos estoques, ou nas prateleiras das lojas, de itens que ficam impossibilitados de serem vendidos, seja por avarias nas embalagens, seja pela perda de condições básicas da composição de perecíveis, entre outros, causam perdas significativas de divisas.

Para lidar com esse problema, entre os conselhos de diversos especialistas no assunto, destacam-se: manter estoque sob controle, criar uma rotina de inventários, ajustar os processos de manipulação de mercadorias, treinar melhor os profissionais para evitar desperdícios e investir em tecnologia.

5. Falhas na gestão

Por fim, pensar nos gargalos do varejo e atacado é também fazer um pouco de autocrítica. Inúmeras falhas na gestão têm dificultado a vida de varejistas e atacadistas à medida que a complexidade mercadológica e todas as variações da macroeconomia, da gestão de pessoas, da infraestrutura do país etc. ficam mais evidentes e urgentes.

Cada dia mais, tornar a gestão mais profissionalizada e inteligente é importante. Trata-se de uma vigília constante, pois inovação e modernização não são categorias que devam ser impostas apenas aos profissionais da operação. Cabe aos gestores também repensar a forma com que conduzem seus negócios.

Temas como gestão por indicadores, administração orientada a dados (uso da tecnologia para interpretar as dinâmicas do mercado e ter mais previsibilidade), atuação estratégica e analítica, entre outros, precisam ser mais visitados.

O que você tem feito para lidar com os gargalos do varejo e atacado no seu negócio? Gostou deste artigo? Deixe seu comentário!

Compex Tecnologia

São mais de 17 anos de mercado, levando tecnologia a todo Brasil.

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